Publicado em

Crianças e pets: como torná-los bons amigos desde o começo

Um animal de estimação pode estimular habilidades psicomotoras e competências sociais em crianças, contribuindo para um desenvolvimento infantil saudável. A boa relação de afeto entre a criança e o pet é capaz de promover empatia e responsabilidade, entre outros aspectos positivos do comportamento e da personalidade.

Tudo isso, contudo, depende da intervenção adequada de adultos. Veja como contribuir para que uma criança e um cão ou um gato se tornem bons amigos, estabelecendo entre eles um vínculo de amor e respeito permanente. Essa relação servirá de treino para as futuras relações da criança com outras pessoas, dizem os psicoterapeutas e pedagogos.

Delimitando espaços
É importante delimitar o espaço da criança e do animal. Quando, por exemplo, um cachorro pega o brinquedo da criança, é preciso tirar o brinquedo dele e mostrar a quem pertence. O mesmo deve ser ensinado à criança, que pode eventualmente mexer nos brinquedos, na cama, na comida e na água do animal.

Respeitando limites
A interação entre o animal de estimação e a criança pode ser muito divertida para ambos, mas por vezes pode ser cansativa ou excessivamente excitante. O animal ou a criança certamente não saberão decidir entre si o momento certo de parar com as brincadeiras, cabendo ao adulto intervir. Uma troca de ambiente ou de atividades pode garantir o espaço de descanso necessário a cada um ou evitar que acabem incomodando um ao outro.

É importante que o adulto oriente a criança a não perseguir o cachorro ou o gato pela casa, e a não puxar o rabo do animal. Essas atitudes são muito comuns em crianças, mas vale evitar que se tornem um hábito, já que podem estressar o animal. É bom lembrar também de que alguns cães se tornam irritáveis quando estão comendo e são importunados. E que alguns gatos têm um limiar menor de tolerância ao toque, ficando incomodados ao serem alisados por muito tempo.

Dedicando tempo a ensinar a gentileza 
Tire um tempo para ensinar a criança a desenvolver uma relação de empatia com o animal, ensinando-o a tocar sem machucar e a acaricia-lo gentilmente. Até que a criança seja capaz de agir por ela mesma dessa forma, é muito importante que um adulto supervisione a interação, fazendo intervenções sempre que necessário.

Disciplinando o animal no lugar da criança
Por mais que alguns animais sejam dóceis, eventualmente podem ter reações agressivas quando se sentem ameaçados ou estressados. Portanto, não é uma boa ideia permitir que uma criança dê ordens ao animal ou o castigue, seja de que forma for. Ela provavelmente não agirá de maneira adequada e prudente num primeiro momento, mas poderá ser ensinada.

Adultos devem tomar a iniciativa de disciplinar o animal, mostrando à criança como agir. Como em outras situações, a atitude do adulto servirá de modelo para a criança.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *